Chegada a hora de conhecer os clientes que eu iria servir. Fomos para a fila de embarque. A caixa pesada por causa dos champagnes e da garrafa d'água e um frio de arder a pele, fez com que eu parasse de imaginar besteiras.
Thursday, 9 April 2009
London Eye
Chegada a hora de conhecer os clientes que eu iria servir. Fomos para a fila de embarque. A caixa pesada por causa dos champagnes e da garrafa d'água e um frio de arder a pele, fez com que eu parasse de imaginar besteiras.
Saturday, 14 February 2009
Sarcasmo
Maybe the right word is "sarcastic".
So, i have decided to create a new blog. have a look!
...
http://seuleitor.blogspot.com/
I quote: I have not given up this one though.
Pedro
Tuesday, 10 February 2009
Licença da TV
Era como se estivesse numa guerra de xícaras, pratos, pires, gritaria de chefes de cozinha e garçons e o pior mesmo era acordar 5.30 da manhã para chegar no trabalho as 7 horas. Sair de casa e meter a cara no frio era como se o vento cortasse o rosto e dilascerar-se toda a pele adiposa. E quando trabalho começava era um horror. Imaginem ter apenas 10min de folga e trabalhar até 11 da manhã sem parar de correr? Eu não aguentei nem 1 mês de trabalho. Pedi penico de plástico e a demissão foi aceita. Sai do hotel aliviado. Parti pra outra coisa. E novamente voltei trabalhar para uma agência de eventos. Mas essa era diferente. O lugares que eles mandavam eram fenomenais. Afinal, a única coisa que sabia fazer era garcon. Todo o meu conhecimento anterior do que tinha estudado na minha terra natal foi jogado dentro de um espécie de tambô de lixo virtual. A minha imensa sabedoria adquirida por longos anos de estudo e dedicação estava sendo desprezada e jogada dentro do lixo temporário, mas como tudo na vida tem um preço, eu resolve parar de me lamentar e bola pra frente. A agência de eventos era diferente. Os lugares que eles mandavam trabalhar eram fenomenais. Mas agora chega de falar de trabalho, né? No entanto, quero escrever e introduzir a esse blog, fatos, curiosidades e cotidiano que a grã-Bretanha ou mesmo Londres tem que diferencia dos demais países e cidades. Por exemplo, O canal britânico de TV, BBC não transmite comerciais e quem patrocina a programação é o telespectador. Por isso, em toda casa onde há um aparelho de TV, é obrigatório o pagamento de uma taxa anual de £126.50 (TV colorida) ou £42 (preto e branco). Como assim? Ainda existe tv preto e branco? Existe sim, podes crer! Uma patrulha de inspectores e detectores eletrônicos em carros equipados passam semanalmente nas ruas procurando infratores. Eles batem porta, fazem perguntas e se não tiver em dias, pagará um multa que chega até £1.000 . Eu mesmo fui vítima sem saber. Eu estava em casa quando ouvi batendo a porta. Era o inspetor. Eu não tive como comprovar na hora, pois a pessoa responsável não estava em casa. Mas como a maior parte dos orgãos britânicos, eles dão um prazo de 1 ou 2 semanas para tudo ser comprovado e regularizado. Sorte nossa, tudo estava sendo regularizado. E para rir tem essa estorinha engraçada que tem que ser levada a sério: Uma dona-de-casa que comprou a licença para TV branco e preto foi autuada usando TV colorida. Ela explicou ao inspetor que a TV era preto e branco, mas que se alguém esbarrasse nela, a TV passava a funcionar em cores. O inspetor pediu que ela ligasse a TV e a dona-de-casa foi logo dando um tapa na lateral do aparelho. Assim que surgiu a imagem em cores ela comentou: "Está vendo? Foi só esbarrar que vieram as cores, essa TV anda muito estranha". Foi processada por não ter a licença apropriada para o aparelho. Enfim, se quiser ter uma tv na grã-bretanha, além de pagar pela tv, vai ter que pagar pela energia gasta e pela licença anual em tê-la. Se você assiste muitas novelas e filmes me responda, qual país você escolhe para morar? o Brasil ou a Inglaterra?
Monday, 2 February 2009
Branco Especial
Saturday, 17 January 2009
Festa no Jardim da Rainha
GARDEN PARTY
AT BUCKINGHAM PALACE
Eu não acreditei que tivesse tanto ou melhor, tantas barreiras para entrar no Palácio. Os garçons, todos enfileirados para entrar. Quando chegou minha vez, eu tive que abrir minha mochila e deixar para trás a câmera fotográfica. Era terminantemente proibido garçons fotografarem a festa. Quando acabado a festa, poderiámos ter as cameras de volta. Pela mochila, foi passado o detector de metais, assim como eu, também fui revistado da cabeca aos pés. E eu pensei: os únicos metais que tenho em meu corpo devem ser as minhas obturacões nos dentes. Nada mais pensei. Quando cheguei no vestuário, logo vi meus colegas de trabalho. E quando as garçonetes sairam do vestuário, dei uma longa gaitada: Elas estavam vestidas de empregada doméstica de madame francesa. Vestido preto com uma bata branca na cintura e uma gorro branco na cabeça. Até então, eu somente tinha visto os vestuários e as tendas do evento. Quando estavámos prontos, fomos para o Jardim do palácio e a fantasia comecou a aflorar quando eu vi aquele imenso jardim com um lago no centro. Quão belo aquele jardim é. Quão tanta sorte poucas pessoas tem para ter tudo aquilo. Quer saber o segredo? O segredo é bem simples: Nascer no meio da realeza. Apenas 1 rainha, alguns principes e princesas e pronto, um pequena familia para colossais riquezas. Em cada canto do jardim tinha 4 bandas de música tocando clássicos dos clássicos. O sol brilhando e logo lembrei da minha caatinga, do meu sertão, do meu Piauí, do meu Brasil brasileiro. E claro, de resto, não houve nenhuma outra comparação além do sol quente e brilhante. Afinal, como se diz o ditado popular: O SOL NASCE PARA TODOS. Mas o sol paga contas? Em alguns casos, acho que paga sim. A riqueza da realeza doi no osso e machuca o ego de qualquer plebeu. A primeira impressão é realmente de estar num sonho na ilha da fantasia, mas logo se voltou à realidade quando começamos a ter de trabalhar. Limpar inúmeras mesas, cadeiras e bandejas. Polir talheres, copos, xícaras e pires. Fazer galões e galões de chá e café. E organizar toneladas de bolos e doces nas mesas . Quanta comida e bebida que metade iria para o tambor de lixo. Eu só me lembrei de quem tem fome na nossa galáxia afro-sulamericana que a gente vive. Mas enfim, era uma pequena festa da realeza e 8.000 súditos foram especialmente convidados para passar a tarde com ela e os príncipes no jardim. O gerente deu as coordenadas para todos os garçons. Meu trabalho era coletar as xícaras e pratos sujos perto do lago. Uma das coisas que nunca esquecerei na minha vida era o peso da bandeja de prata. Na tabela dos metais, parecia chumbo de tanto peso. Tivemos que segurá-las por 20 minutos até os plebeus chegarem. Quando o portão abriu para os convidados, parecia que tinham aberto os portões do show da Madonna. Um multidão veio em direção aos pontos de comidas e bebidas. Cavaleiros de paletó e madames com chápeus de todas as cores e formas. Cada um mais inusitado que o outro. Os garçons que serviam os cafés e chás trabalhavam como máquinas servindo-os, e logo, as xícaras, pires e pratos sujos começaram a surgir como bolhas de sapampo no corpo. De 10 horas da manhã até as 7 da noite, a única coisa que vi foi xícaras. Do sonho de estar dentro do palácio pertinho da rainha virou um pesadelo de um balde cheio de pratos e xícaras sujas. Ocasionamente eu via de longe a rainha e o principe perambulando pelo jardim e apertando, de luvas, as mãos dos súditos. “ That was it. The dream was over! ” Foram 3 dias de trabalho pesado. No terceiro dia, eu cheguei atrasadíssimo. Um dos meus amigos foi colocado de novo para coletar xícaras e pratos perto do lago. Ele retrucou e foi embora com raiva e cansado de tanto peso, tanto da bandeja como dos pratos e xícaras. A rainha veio cumprimentar os garçons. Deu aperto de mão(de luvas) aos gerentes. E acenou com a mão para o restante e voltou ao palácio. Por meu atraso, eu recebi um prêmio: Eu iria coletar xícaras e pratos de ouro e talheres de ouro sujos no tapete vermelho da tenda de ouro da rainha. Ai sim, não me importei com o cansaço, afinal era o ultimo dia de trabalho. Eu realmente cheguei a ver a rainha de perto. Tête-a-tête .Ela é uma rainha baixinha. E pensei: Eu não quero ver mais a rainha vestido de garcon. Da próxima vez eu serei "o convidado" da festa. Eu fui embora com o meus amigos com a sensação de alívio. Até hoje espero pelo o convite. Quando saimos do palácio, fomos comemorar num pub, o fim da tortura. Passado algumas semanas eu resolvi procurar um trabalho em hotel. Eu pensei: Num hotel o funcionário pode subir de cargo. Ter um futuro na empresa. Com a indicação de uma amiga, arranjei um trabalho de garçon no “Thistle Hotel” para fazer “café da manhã”. De alguns dias de trabalho, eu me dei conta de que o trabalho no palácio da rainha era café-pequeno diante do monte de trabalho que tinha que fazer no hotel. Era como se estivesse numa guerra de xícaras, pratos, pires, gritaria de chefes de cozinha e garçons e o pior era…
P.S.: Gostaria de agradecer os blogueiros pela força e pelo incentivo. Vocês me fazem continuar.
meu amigo, obrigado pelo apoio sempre.
Kel
Thanks for your support
Yue Moiselly hey, thanks por tudo. cuida bem de micaelly. ok? kisses
Elenilson Nascimento
Muito sucesso no seu blog também
obrigado pelos comentários.
Obrigado. sempre obrigado.
Adriano Queiroz
2009 será brilhante para vc, meu amigo. Pode contar comigo sempre! O seu blog é 1000.
Flávia
Claudia, Se você quiser, vc vai conseguir. é somente querer!
Cláudia
Desculpa! foi 1 mês de férias. Eu prometo que manterei o blog em dias. bjs
e os leitores de todas as partes do mundo que estão sempre visitando este blog.
Os leitores do Piauí, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grade do Sul e Norte, Minas Gerais.
do resto do mundo:
-Kremsmünster, Oberosterreich
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Regards to all!
Wednesday, 17 December 2008
A cidade de Eastbourne
2002 foi um ano que passou praticamente desapercebido. Talvez pelo fato de eu estar muito focado nos objetivos. Estudar e trabalhar eram as prioridades. Na época eu pensava diferente, mas hoje, olhando para trás, foi um preço muito caro jogar tudo para o alto: A VIDA BEM NADA MOLE PIAUIENSE BRASILEIRA. E eu que o diga: “água mole, pedra dura tanto bate até que molha toda a pedra”. Simple as that! Conhecer outros lugares fora de Londres estava meio fora de cogitação. Até porque eu trabalhava sempre nos fins de semana. Mas teve um convite que eu não pude recusar. Dois amigos romenos que moravam no mesmo prédio me convidaram para conhecer o litoral sul de carro. Um deles tinha comprador um carro recente e queria explorar as “motoways” (as BRs da vida). Detalhe: A direção dos carros ingleses são do lado direito. O romeno não tinha experiência nenhuma e eu não sabia disso. Só me falaram quando já estávamos no meio da estrada. Imitando o amigo paulista: Karalhooooo!!!! Enfim, fazer o que né? Relaxar e goztar! Graças a Cristo, tudo correu bem. Chegamos na cidade de Eastbourne ao sul da Inglaterra, depois de quase 2 horas de viagem. A primeira coisa que eu observei foi “aposentados”. Logo descobri de fato que a cidade foi naturalmente povoada por pessoas idosamente geriátricas. A cidade é tranquila e aconchegante. Limpa e acima de tudo, perto do mar. O sonho para pensionistas. Mas se você acha que vai ver altas gatas popozudas de fio dental sentadas em bugres subindo e descendo dunas, passeando prá lá e prá cá como se estivessem em uma praia qualquer do nordeste ou mesmo em Ipanema, está muito enganado. Apesar de fazer sol forte no verão, ninguém usa biquini. Em vez de areia, a praia é feita de pedras-sabão. Se você caminha em cima das pedras com os pés descalços, a única coisa que vai ganhar com isso, são bolhas nas patas. A água, por exemplo,se quiser mergulhar, virará um picolé da Kibon sabor groselha. Tem gente que tem coragem! E ainda gritam alto: It’s refreshinggggg!! (Isso está refrescante!!). Eles que não conhecem o bom da vida. Nas praias do meu querido Piauí até de noite, você pode banhar e nadar nas águas mornas da nossa amada costa atlântica de 66 quilomêtros. Oohh! saudades do meu Piauí. Do sol, do mar, do céu azul! Nostágia pura agora! Enfim, eu não deixarei de mencionar quando que, em julho de 2002, eu e uma turma de amigos fomos trabalhar no Palácio de Buckingham. E ao santo gerente da nossa empresa , que reafirmou que mandaria os melhores garçons("waiters") que tinha. Eu estava na lista. Com a confirmação devidamente checada, eu senti com se eu tivesse concluído meu "Bacharelado em Garçon". Seriam 3 dias de festa no jardim principal do palácio. Quando eu cheguei na porta de entrada dos empregados, tinha um batalhão de policiais. Trabalhavam com se estivessem checando babagens no aeroporto. Eu não acreditei que tivesse tanto...
Tuesday, 9 December 2008
11 de setembro de 2001

Tuesday, 2 December 2008
O primeiro emprego
Tuesday, 25 November 2008
O cotidiano
Monday, 24 November 2008
O minúsculo quarto
Photo: DeptfordThursday, 20 November 2008
Pictures
Peckam Rye Park - o parque onde eu perdi a pochete.

Bank Station - a estaçã mais próxima do Banco do Brasil.
O Banco do Brasil em Londres
P.S: Apesar de está gostando de escrever o blog, eu preciso de incentivo dos leitores. Para quem está acompanhando e lendo, mande um e-mail para: blogpedro@live.co.uk e mande seu recado ou comentário, please!!!!!!!!
Wednesday, 19 November 2008
A pochete perdida

Tuesday, 18 November 2008
Portal Inglês

Monday, 17 November 2008
Passeio Lusitano
photo: Lisboa or LisbonDepois de memoráveis dias, era hora de enfrentar a temida imigração britânica, e se eu não fosse aceito, eu já tinha um destino: Lisboa. Comprei a passagem para Londres, ida-volta, 3 horas antes de embarcar. Supostamente minha estadia em Londres seriam por 7 dias. O intuito da passagem era de mostrar ao agente de imigração que eu não tinha intenção nenhuma de ultrapassar o período de 6 meses dado ao turista brasileiro, ou mesmo de permanecer em Londres. No caso, eu teoricamente iria usar dos meus 6 meses de direito, apenas 7 dias. Era o que minha passagem mostrava. E lá fui eu a mais uma viagem de avião. Dessa vez, não tive nem tempo de me embriagar com vinho. A viagem dura 2 horas. Me contentei com um café morno com leite. E mesmo se eu quisesse beber vinho, eu estava nervoso demais para me embebedar. Queria absolutamente está sóbrio para qualquer pergunta ou situação imprevista. Como era um vôo doméstico entre países da comunidade européia, eu praticamente era um dos únicos forasteiros de toda a lista de passageiros. Isso eu soube, porque quando não se faz parte da comunidade européia, o passageiro tem que preencher um formulário perguntando seu nome, de onde vem, para onde vai, o seu endereço, sua profissão. Isto foi anunciado através dos comissários de bordo. Quem não fosse da “european community”, tinha que ter o fomulário preenchido na mão na hora do desembarque e entregar junto com o passaporte ao agente de imigração. Desembarcando do avião, às 2 da tarde, eu pensei rápidamente em ir para a fila de triagem. O fato é que se você for um dos primeiros, você tem a grande chance de ser verificado e liberado mais rápido. Eu digo por que, nessa hora, os agente estão mais calmos, e atenciosos. Eles querem se livrar da fila grande que vai se formando. Se você for um dos últimos corre o risco de você ser barrado e deportado. Mas cada caso é um caso! E quando chegou na minha vez, eu gelei e…
Wednesday, 12 November 2008
Chegando em Lisboa
Photo: aeroporto de LisboaPara entender a saga, você tem que começar a ler de baixo para cima dessa página. Seguindo a ordem das datas. Thanks!
Arriving at Lisbon
Eram sete horas da noite, quando o avião finalmente pousou no “Lisbon Portela Airport” (Aeroporto de Lisboa). Depois do porre do vinho, e ter achado minha carteira, eu dormi como um anjo em cima de um algodão doce. Estava revigorado para a nova etapa: enfrentar a imigração portuguesa. Como todo marinheiro de primeira viagem, eu não sabia realmente para onde ir. Resolvi seguir uns brasileiros que pareciam ser bem confidentes. Foi um erro. Um ótimo conselho: nunca siga ninguém se você não tem certeza do que eles e você estão fazendo. Eles foram para a fila errada. A sorte minha é que observei o erro antes, e voltei para onde eu realmente pertencia: A fila dos atentos. A área de imigração nos aeroportos geralmente são bem grandes e espaçosas. Cada fila tem seu propósito.
1. A fila de quem faz parte da CE(Comunidade Européia: Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Holanda, e etc) maiores informações no site http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Europeia . A entrada é livre entre países.
2. A fila de quem não faz parte da Comunidade Européia. Se eles quiserem a entrada é bloqueada.
E claro, eu estava incluso na segunda fila maior, a não-européia. O passaporte americano(do sul) virgem de carimbos. Aliás, o único carimbo que eu tinha era da Polícia Federal-PI dando passe livre para eu viajar para fora do país. Eu, na fila quilométrica, carregando na mão,o passaporte brasileiro cor casca de abacate, eu estava imerso na minha maior atitude patriótica até então: Levar um ser brasileiro-piauiense-campomaiorense, mundo afora. Chegada a minha vez, entreguei o passaporte cor abacate e a passagem ida-volta, ao oficial português de bigode. As perguntas foram básicas: 1.Qual o propósito da viagem? Férias. 2. Quanto tempo a estadia? 28 dias. Rapidamente ele abriu o passaporte abacate. Escolheu uma folha qualquer no meio, e estampou o carimbo de bem- vindo à Portugal/O direito de ficar três meses de férias. Ele disse: Aqui está o seu passaporte! Boas Férias. Eu me perguntei: - Era somente isso? Interminavéis horas eu passei dentro daquele avião, martelando o que eu deveria dizer. Quais eram as desculpas esfarrapadas que eu iria dar. O medo de ser renegado e rejeitado, afinal eu era um forasteiro com o propósito de ficar. E lembrei de uma frase que diz “se você tem medo de sofrer, você já está sofrendo”. Peguei minha pequena mala, minha mochila, minha pochete, e minha carteira no bolso da frente suja de vinho e fui em direção à saída do aeroporto. Fui ao orelhão ligar para a irmã da amiga de minha mãe que mora em Lisboa. Minha mãe pediu que se ela poderia me pegar no aeroporto e levar ao hotel. Eu liguei. Ela atendeu. Ela estava ocupada. Que não podia fazer nada. Eu desliguei dizendo obrigado. Fui simples, prático e sintético. Não fiquei chateado. No fundo achei melhor. Não queria incomodar e nem depender de ninguém. Sai do aeroporto levando a minha vida nas mãos. A mala. A mochila. A pochete. A carteira. Era final de primavera, mas o tempo naquele dia, apesar de claro, estava neblina forte. Estava frio. Quando cheguei na parada, tive que perguntar a uma senhora qual era o ônibus que iria para o centro de Lisboa perto da Marquês de Pombal. Eu imaginei o que faria se não tive encontrado aquela bendita senhora(sem bigode) naquele momento. Pior ainda, que não falasse meu idioma! Esperei uns 10 minutos pelo ônibus. Naquela época ainda nao se tinha a moeda euro em Portugal. O nome da moeda corrente portuguesa era escudo. Paguei a passagem de ônibus com escudos. O motorista português de bigode foi atencioso. Não gritou comigo. Eles falam como se tivessem irritados. A viagem do aeroporto até a Marques de Pombal, foi interessante. Tudo era novidade. Ruas largas, fontes luminosas, grande estátuas, prédios suntuosos. flores e plantas por todos os lados. Em meus pensamentos: Que maravilha! Estou me sentindo como se tivesse no primeiro mundo. Me belisca! Eu estou no primeiro mundo. Desci do ônibus na parada Marques de Pombal. Imediatamente senti o ar puro da fria brisa atlântica. Quando eu cheguei no hotel que tinha sido recomendado por um dos comissários da Transbrasil, eu achei que eu tinha voltado para o terceiro mundo. Rapidamente, o conto de fadas tinha acabado. A carruagem não virou abóbora, virou um piqui(fruta). O lugar era bem simples. Parecia mais uma acabada pousada, mas limpa. O recepcionista foi sincero: - Não temos vagas aqui. Se desejar, temos uma pensão do outro lado da rua. Eu estava exausto, mas fazer o que?, eu queria dormir. Fui rastejando. A recepcionista era uma senhora típica portuguesa(sem bigode), baixinha e seriamente entrucada. Levou-me até o quarto onde tinha uma cama, e um guarda-roupa se desmanchando. Apenas isto. O banheiro, ou melhor, “a casa de banho”, assim como eles falam , era comunitário no final do corridor. Ela retrucou: Temos banheira, mas não temos água quente! Não fiz cara feia, no Piauí não usamos banheira mesmo. Ai que me dei conta que eu tinha que banhar com flocos de gelo. Quase que eu pedi a ela o meu café da manhã no quarto. Café árabe, leite de cabra das colinas de Sintra, 2 ovos grandes com as claras bem passadas e as gemas meia- mole, sem passar do ponto, 1 suco de tamarindo e 1 croissant. Eu só queria dormir. Paguei quatro diárias necessárias para minha estadia. Afinal, eu nao queria luxo no quarto, apenas um lugar para guardar meus pertences e explorar a cidade. E se vocês realmente quiserem saber a razão de eu ter ficado com o quarto era o fato de ser possivelmente, a pensão mais barata da Europa. Eu precisava desesperadamente economizar!
Depois de um banho estremamente gelado, daqueles banhos que para aguentar você tem que cantar o “hino da bandeira” e pular, sai correndo do banheiro para o quarto, cai na cama e adormeci cansado da jornada. Quando amanheceu, esperei a portuguesa sem bigode, trazer minha bandeja de café da manhã, meu leite, os ovos ao ponto, meu suco de tamarindo e meu croissant, mas para a minha volátil e sensível realidade, ela nunca apareceu. Nem sequer trouxe toalhas de rosto limpas.
A fome bateu. O frio continuava. Acostumado com o calor do Piauí 365 dias por ano, eu imediatamente me vesti dos pés a cabeça e sai procurando comida ao redor do quarteirão, depois de 3 quadras eu encontrei ao que chamo a salvação dos meus 4 dias. Um supermercado! Que se chama Pingo Doce Supermercados. Comprei croissants, presunto, suco de uva e maçã. Voltei para o quarto. Comi quase tudo, apesar de não ter sido servido na bandeja pela portuguesa sem bigode. Determinado, sabia que uma dia na minha vida, eu ia ter esse privilégio.
Eram 9 horas da manhã quando sai para explorar a cidade e no pescoço, eu levava minha máquina fotográfica pronta pra clicar e fleshar(será se existe essa palavra ou eu estou inventando?). E para a minha surpresa, eu escuto vozes. Eram de ….
Tuesday, 11 November 2008
A carteira perdida
Algumas horas depois, era a hora de enfrentar a imigração portuguesa e quando chegou minha vez de mostrar os documentos, eu .....
Saturday, 1 November 2008
O sonho

Do sonho à realidade, não foi tão díficil. Apenas 4 anos de inteira dedicação. Eu passei 1 ano trabalhando os 3 turnos em 3 lugares diferentes recebendo 3 salários. O turno da noite era o pior. Terminava o trabalho 1 da manhã. Juntar o dinheiro era apenas um pequena grande parte do processo. Mas, o mais importante mesmo, era ter um alguém na chegada para receber-me. E olha que sorte eu tive! eu tinha alguém, mas não era apenas um “alguém”, era um amigo.
Foi através desse amigo que realmente que tudo se concretizou. Eu sonhava com a Europa como um todo. De Portugal até o leste europeu. Mas o meu amigo morava em Londres - Inglaterra. E ele mostrou-me o caminho britânico. Os primeiros passos, o que fazer(tirar o passaporte brasileiro e comprar a passagem ida-volta), o que levar(o mínimo possível), como fazer(mostrar a imigração que você é turista) e me falou algo que eu considero importante. Se eu não gostasse ou não me adaptasse, eu poderia ao menos, voltar falando inglês. Fiquei otimista com a possibilidade. Comecei a minha pesquisa na internet a todos os sites que se referia a Londres. Até parecia que tudo estava destinado. Quando resolvi comprar a passagem, um amigo trabalhava na Transbrasil e conseguiu uma passagem para Lisboa ida-volta com um generoso desconto.
No dia tão sonhado da viagem, o meu pai falou e enfatizou uma das frases mais importantes da viajem: Lembre-se, se não der certo, você tem uma casa pra voltar. Isso me marcou!
A passagem internacional era Fortaleza-Lisboa-Fortaleza. Para economizar dinheiro, resolvi sair de Teresina-PI, de ônibus. De uma forma nostágica, meus familiares e amigos foram à rodoviária dar o “goodbye”. Era 15 de maio de 2001. Na despedida, não chorei. Queria ser forte. Quando entrei no ônibus, foi difícil me conter. Duro deixar a quem você ama para trás. Foram-se 9 horas de uma viagem turbulenta atravessando as primeiras fronteiras e uma serra perigosa chamada “Serra da Ibiapaba”(foto acima) entre o Piauí e o Ceará. Cheguei em Fortaleza exausto.
Apreensivo, entrei no saguão do aeroporto de Fortaleza tremendo, mas determinado. Afinal, tinha jogado tudo para o alto. Os pensamentos confusamente misturados de sonhos, receios e arrependimentos, vice-versa. O meu amigo da Transbrasil estava presente. Os anjos começaram a criar asas em torno de mim e me proteger.
A viagem de avião foi um desastre ….
“Vamos em frente, que atrás vem poloneses”-”
—
Pedro Gomes Neto
Objetivo

Como estou começando a escrever o blog hoje, gostaria de voltar desde do início ao que eu chamo de ” A saga de um piauiense rumo a europa “. Mencionarei desde o dia que decidi a fazer a essa grande viagem, dos planos, da ação, da viagem, da chegada, da imigração, do medo, dos receios, das descobertas, dos dias bons e ruins, do primeiro dia, da primeira semana, do primeiro mes, até os dias de hoje.
Eu vou falar sobre a cultura, costumes e lugares europeus, mas é a Inglaterra que vou focalizar mais, falando da integração da cultura e costumes ingleses na minha vida e na dos brasileiros que aqui vivem, enfim na vida de um imigrante estrangeiro em geral.
Pedro x












